Dos amigos

Tenho um amigo que me lê com admiração e que me elogia constantemente. Esse amigo entende cada palavra que escrevo, cada frase em que exprimo um sentimento.
Tenho outro que me faz rir, que me faz rir de chorar a rir, que me acompanha e me ultrapassa nessa luta a ver quem brilha mais. Geralmente ganha.
Tenho um amigo giro giro. Um daqueles homens que todas as mulheres querem, desejam e sonham.

Junto numa varinha mágica e tinha o amor.

Sindrome do desapontamento

O síndrome de desapontamento é facilmente detectado quando analisado por outra mulher. Quando analisado por um homem, é diagnosticado como bipolaridade e uma vez a análise feita, coça a barriga e volta para o facebook ; vá de meter a sua assinatura a favor do Mário Crespo (é este gajo que vai meter Portugal no lugar, oh se vai).
Cada pessoa tem o seu mundo e depois há aquelas que só têm Alcácer do Sal.

Existem mulheres bipolares e existem mulheres desapontadas. Causas diferentes, resultados idênticos. Sim, estava tudo bem e sim, eu disse que te adorava mas isso foi antes de ficares cinco horas sem dizeres nada e estavas na estrada e eu, enquanto esperava por um sinal teu, imaginei coisas horríveis; acidente, paraplégico, como é que vou empurrar a cadeira, a casa não está preparada, vou pedir orçamento, meu deus e o sexo? e filhos, e reforma, então vais ficar de baixa? até que lá se decidem por um muy caliente "cheguei". claro que isso dá cabo da cabeça de qualquer mulher e o "adoro-te" transforma-se num "##$%22 #$#%%21 35!!3". O síndrome de desapontamento é geralmente provocado por uma acção do outro (o outro que tem Alcácer do Sal) que, inconscientemente, inadvertidamente, estupidamente, fez pouco caso da pessoa que estava ali, quente, dedicada e toda sorrisos fazendo com que esse ser adorável se transforme num Hulk verde com caninos afiados e unhas de bruxa. A bipolaridade é uma doença mental, o síndrome de desapontamento é uma doença de afectos mal resolvidos.

Há sempre um cabrão

Há sempre um cabrão que nos obriga a mudar as regras do jogo. Sempre. A frase não é minha, é de uma amiga que ouviu, salvo erro, de outra amiga ou, talvez, de uma escritora manhosa tipo Margarida Rebelo Pinto. Há sempre um cabrão que nos mete a vida de cabeça para baixo e nos obrigue a mudar as regras e repensar nos valores. Um gajo que nos faz perder a cabeça, o senso comum, a vida e nos obriga a voltar a arrumar uma gaveta que, entretanto, se desarrumou, depois de ser mexida e remexida, examinada à lupa no seu conteúdo. Há sempre um cabrao que nos obrigue a ter respeito a todos por quem fomos cabrões, que nos baixe a crista e nos faz ver que ser adulto não é, de todo, sinal de apaziguamento da alma. Há sempre alguém que nos provoque um tsunami, um descontrolo absoluto do tal controlo que pensávamos ter e nos obrigue a parar para pensar se conseguimos ou não, sobreviver, ir ao fundo, voltar à tona sem danos maiores.
E talvez só depois desse cabrão aparecer e desaparecer na nossa vida é que podemos respirar fundo e achar que agora sim, chega.

:)

O blog está aberto. A memória também se faz disto. De lembranças.

não há mais nada por dizer. Acho que o meu tempo, aqui, terminou.
Obrigada a todos os que me foram lendo e comentando. Obrigada pelos sorrisos e pelas vezes em que me fizeram pensar.

(até um dia destes)

;)

Eu sou isto

Fotoblog

Para andar aqui



Tive que sair do meu trono:



Equilibrar-me nisto:




E acabar o dia assim:

A todos os homens

A todos os homens que amam as mulheres, obrigada. A todos aqueles que sabem dar a mão sem ela precisar dizer que se sente frágil, aqueles que sabem ser sensuais na cama, brincalhões nos almoços de família, meigos quando elas adormecem ao seu colo e doces ao ouvido, obrigada. A todos aqueles que admiram a mulher, a sua sensibilidade e o seu aguçado sexto sentido confiando nele assim como confiamos no vosso sentido prático e na sua capacidade de discernimento (que tantas vezes nos faz falta), obrigada. A todos os homens que não desistiram de dizer o que queriam, esperando à chuva para lhes dizer que são tontas, que lhes ligam à meia noite porque "saudades" ou que lhe fazem surpresas porque "ainda não te disse tudo", muito obrigada. A todos os homens que, depois de anos de casados, ainda pegam nelas puxando-as para a cave onde fazem amor enquanto os filhos estão a ver o canal Disney fazendo-as sentir desejadas mesmo depois de um dia de cão, obrigada. A todos os homens que fazem a mulher sentir que "o meu mundo cabe na tua mão" e sabem que é ali porque assim o sentem e assim o querem, obrigada. A todos os homens que fazem uma mulher sentir-se amada, sem medos nem receios, sabendo que é nosso porque não quer ser de mais ninguém, porque o preenchemos de tal maneira que o nosso objectivo de o fazer feliz (porque é esse o nosso único objectivo quando apaixonadas) está concretizado, um bem haja pela fidelidade e pelo respeito.

Todos os outros, lamento.